quarta-feira, 20 de julho de 2011

Preciosidades, ou devo dizer, amigos...

Pois é, hoje é o dia do amigo. Um dia para lembrar dessas pessoinhas insuportáveis que fazem parte de nossas vidas, mas que sem as quais não estaríamos aqui. Amigos são aquelas pessoas que estão sempre com uma mão livre pra você, seja para levantá-la junto com a sua numa comemoração de vitória ou apenas para sustentar a sua num momento de dificuldade. Amigo é aquela pessoa que faz você passar muita vergonha, mas ela passa junto com você. É com ela que você desabafa e conta tudo que se passa em sua cabeça e é também com ela que você tenta achar uma solução e entender o que se passa em seu coração. Amigo é aquele com o qual você pode brigar feito cão e gato, que em questão de segundos vocês já estão juntos feito quebra-cabeça depois de montado...
Para amar, é preciso ser amigo e é esse amor gerado pela amizade que resistirá a qualquer tempo e a qualquer distância. 

Esse pequeno texto é dedicado a todos os meus amigos. Saibam que ao escrevê-lo, lembrei de cada um de vocês, que fazem a minha vida um tanto mais doce e muito mais divertida. Vocês me dão forças para eu nunca desistir, e me fazem entender algumas coisas da vida que eu jamais imaginaria ser possível. É vocês que me mostram aquele mínimo pontinho de luz quando meus olhos enxergam apenas a escuridão. There’s so much that I’m going through, I wouldn’t be here if it wasn’t for you. Thank you so much!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Um Simple Gesto...

Ouvi certa vez um senhor comentar sobre seus tempos de infância. Ele falava com uma melancolia na voz, como se o tempo houvesse lhe tirado o melhor da vida. Fiquei curiosa a respeito de sua história e perguntei se ele não gostaria de me contar sobre o que estava pensando.
     Sentados numa mesa de lanchonete, conversamos por horas. Este senhor, de jeito simples e com um grande coração, estava sozinho no mundo. Ele não tivera filhos com sua esposa, a qual já não o fazia mais companhia neste mundo de mortais. Seus amigos, todos faleceram perante os anos que foram passando diante de seus olhos. Porém, uma história em particular me chamou a atenção. Quando pequeno, morava numa cidade grande e sempre sonhara em ir para o campo, pois era fascinado por cavalos, achava-os incríveis e os admirava pela sua beleza. Até que um dia, nos seus treze anos, seus pais o levaram para visitar uma fazenda onde poderia realizar este sonho. Ele arrumou as malas rapidamente e logo estava pronto para ir viajar.
     Chegando na fazenda, ele e sua família se instalaram na casa que lá havia e saíram para encilhar o cavalo. Quando tudo estava arrumado, passou um filme na cabeça do garoto, o qual agora era um senhor. Ele parou para pensar que em pouco tempo estaria realizando um de seus sonhos, esperara por aquele momento por muito tempo e, agora, estava com medo, medo de errar, tudo o que sentia era insegurança. Mesmo assim, seguiu em frente e montou no cavalo. Ao montar pela primeira vez na sela, aquele menino inseguro simplesmente desapareceu e restou apenas um garoto repleto de emoções. Parecia que não havia mais nada no mundo ao seu redor, ao andar a cavalo, ele se sentia livre, podia sentir o vento em seu rosto e nada o impedia de seguir em frente, sentia-se independente, com seu coração batendo forte e uma sensação diferente de qualquer uma que já sentira. Podia sentir o chão sob seus pés e seu destino em suas próprias mãos, bastava um movimento e seu caminho mudava de direção. De repente ele parou de narrar sua história, desviei meus olhos do horizonte para o qual olhava e o observei por um segundo, tempo suficiente para ver uma lágrima escorrer por seu rosto.
     Jamais imaginara que apenas cavalgar pudesse deixar alguém tão realizado e feliz. Depois de contar sua história, nos despedimos, agradeci pela conversa e ele, ainda, me disse algumas palavras que me fizeram refletir por muito tempo: “A vida, minha cara jovem, é bem parecida com andar a cavalo, quanto mais você quer acelerar, mais você perde o controle da situação. Está em suas mãos todas as decisões de seus movimentos, você tem a liberdade de escolher o que quiser, mas lembre-se: um movimento apenas que você faça, muda o rumo de sua vida, porém um que você não faça, pode acabar com toda a emoção de sua história.”

sábado, 28 de maio de 2011

Noite de Primavera...

Tudo terminou numa noite de primavera. Katie saiu com suas amigas para tentar se divertir, já que há tempos não demonstrava aquele brilho no olhar que toda garota de quinze anos possui, suas amigas já estavam preocupadas, ela quase não falava o que passava em sua cabeça, mas ela sabia que o motivo disso, tinha nome, sobrenome e até mesmo apelido. Leandro era o nome de seu amado, ele era simplesmente o garoto mais lindo do colégio, ele era carismático, sabia ser sério e responsável quando precisava, mas nunca perdia seu jeitinho doce e medonho de levar a vida, ele sempre sorria quando a via e ela, com todo prazer, sorria de volta.
     Certa vez, Jessie, amiga de Katie, a encontrou sentada sozinha no pátio da escola, possuía uma expressão pensativa e, mesmo com o sol lindo no céu, ela não  tirava seu casaco, parecia que sentia frio a todo tempo, mas um frio sombrio, sem relação com o clima, ele vinha de dentro. Jessie perguntou o que se passava na mente de Katie, porém ela não sabia responder, bem que ela queria falar o que sentia, mas nem ela mesmo entendia a razão de sua tristeza. Jessie então, foi embora e deixou-a sozinha, pois assim seria melhor para ela entender seus próprios sentimentos. Sim, Katie estava confusa, sabia que gostava de alguém de um jeito mais especial e que esse alguém não sabia disso. Nem mesmo o que pensava ela conseguia entender, só sabia dizer que se parecia com amor, mas tinha uma pitada de dor e um pouco de desesperança. Ela desejava entender se o amor era assim mesmo, um desejo insuportável de  receber um abraço daquela pessoa, mas ao mesmo tempo com vergonha e medo de expor o que se sente. Katie fechou os olhos e percebeu, de repente, uma lágrima escorrer por seu rosto.
     Ela ficou assim, por vezes feliz, por vezes triste durante dias. Ela estudava a noite, e decidiu em um dia contar o que sentia para Leandro. O sinal para o fim da aula soou, Katie saiu da sala ainda de cabeça baixa e foi quando olhou para o lado que o viu ali, inesperadamente a esperando. Seu coração reagiu de forma que não fazia há tempos quando ela viu o olhar dele de encontro ao seu, parecia que não havia mais ninguém no mundo além deles, ela apenas o enxergava e apenas o ouvia, não interessava o que estava acontecendo ao redor. Ele sorria do mesmo jeitinho encantador que ela viu quando o conheceu, seu olhar transmitia certa tranquilidade e uma alegria que contagiou Katie de tal forma, que a fez sorrir para ele. Katie perguntou o que fazia ali e então ele a chamou para ir até a parada de ônibus com ele, para poderem, assim, conversar mais.
     Durante todo o caminho, conversaram muito, mas tudo sem muita noção, como se eles gostassem de conversar um com outro, mas não tivessem assunto suficiente para manter uma conversa estável. Esperaram pelo ônibus de Leandro durante mais ou menos trinta e cinco minutos, pode parecer pouco tempo, mas foi o suficiente para que a esperança de Katie de um dia tê-lo para si desaparecesse. Ele a chamou para essa conversa pois queria contar que ele sempre a admirou pela pessoa incrível que ela era, e que ele havia gostado dela desde o primeiro dia, porém, agora era tarde demais para falar de amor, pois ele se mudaria para outra cidade, distante da atual. Katie ficou sem reação, a única iniciativa que pensou em tomar foi abraçá-lo fortemente, como se não quisesse deixá-lo ir. Quando o ônibus chegou, Leandro tristemente se despediu de Katie. Uma garoa fraca começava a cair do céu, um vento começava a soprar e Katie tinha certeza que, depois daquele dia, seu coração jamais seria novamente tão intensamente cativado.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vivendo...


     Em alguns dias nos sentimos rodeados de amigos, em outros, parece que ao olharmos para o lado, não encontraremos ninguém. Pois é, assim se passam os dias em nossa adolescência. Quando chegamos nessa idade, começamos a escolher melhor as companhias que queremos que estejam sempre conosco. Começamos a procurar pessoas não apenas para termos alguém ao nosso lado, mas sim para termos alguém que nos compreenda, que entenda nossos sentimos e que não se importe de ouvir sobre eles, alguém que goste tanto da nossa companhia quanto gostamos da dela, alguém que respeite os limites e saiba dizer as palavras certas na hora em que precisamos ouví-las.
     É no ensino médio que tudo isso acontece, são nestes anos de escola que tornamos nossos vínculos de amizades ainda mais especiais e até mesmo eternos. É nessa época também que nossos sentimentos decidem aparecer mais intensos que nunca. Às vezes ficamos confusos, não sabemos o significado do que estamos sentindo e é nessa hora que procuramos aquele amigo especial para pedir conselhos. Gostamos de saber que temos a liberdade de fazer isso, de sempre poder contar com essa pessoa para tudo que precisarmos, sem vergonha de chorar na frente dela, sem vergonha de rir sem motivo em sua presença.
Apesar de ser apenas um amigo que sabe tudo sobre a gente, sempre nos inserimos dentro de um grupo de amizade no colégio. É uma sensação incrível parar um pouco para pensar em como será o futuro, imaginar aquele nosso amigo que não fica quieto daqui a trinta anos, imaginar aquela nossa amiga que não sai sem batom de casa quando ela fizer quarenta, e ainda, nos imaginarmos saindo com eles para nos divertirmos igualmente fazemos agora. Claro que é uma sensação estranha, mas tenho certeza que é algo que gostaremos de fazer, só que ao invés de conversarmos sobre escola e namoros, conversaremos sobre trabalho e faculdade.
Por isso, saia, brinque, guarde lembranças e não fique chateado por muito tempo, jamais encane com as notas, apenas dê o máximo de si, porque assim, as conquistas chegarão até você. Não tenha medo de amar, sei que não tem como cicatrizar as mágoas do coração, mas não tenha dúvidas que há como amenizar a dor. Tenha amigos nos quais sabe que pode confiar e principalmente, ame apenas os que merecem o seu amor...

 




sábado, 16 de abril de 2011

Colégio Tiradentes...

Estudar no Colégio Tiradentes, não é apenas ter que usar farda, arrumar o cabelo e saber marchar. Estudar lá é saber respeitar a todos, e não apenas por causa da hierarquia, é adquirir o costume de chamar a todos de senhor e senhora, mesmo que a pessoa seja mais nova que você, é almoçar no galpão da escola pelo menos duas vezes por semana e ter consciência do que se está fazendo. Estudar lá é saber aproveitar a vida ao máximo, é rir sem motivo e se segurar para não fazer isso em forma, é já entrar com o apelido de Smurf e com vontade de ser o melhor deles.
A cada formatura que participamos, nos emocionamos e torcemos para que ao final ela seja perfeita. Nós entramos no colégio no primeiro ano do Ensino Médio, ou seja, temos pela frente ainda três anos de escola, mas já nos primeiros dias, quando a paixão pelo colégio aumenta, ficamos com uma pontada de tristeza por causa disso, pois o tempo corre e três anos passam muito rápido. Quando ingressamos, nós somos primeiros anistas, temos que aprender como tudo por lá funciona, temos que recuperar a matéria que talvez tenha sido mais fraca da escola que viemos, temos que limpar a escola e nos prepararmos para os primeiros eventos militares aos quais somos voluntários a participar. No ano seguinte, nos tornamos veteranos, começamos a receber as queridas continências e retribuímos com o maior prazer. Nesse tempo, já pegamos as manhas da escola, já cativamos e fomos cativados, já usamos a farda desde o primeiro dia letivo, um ano sem muitas novidades. Até que chegamos ao terceiro ano, um ano especial, mas de muitas lágrimas e lembranças, começamos a pensar que cada dia é o último, afinal, jamais teremos um primeiro dia de aula novamente, comemoraremos nosso último aniversário do colégio e desfilares pela última vez no 7 de setembro.
Durante o primeiro ano, passamos pelos momentos mais inesquecíveis do colégio. Começamos na semana de adaptação, quando conhecemos nossa turma, uma turma formada pelas pessoas mais malucas e divertidas que conheceremos, que sabem como se defender e na qual um ajuda e respeita o outro. Cada turma possui seu grito de guerra e se orgulha quando ninguém recebe uma alteração no temido CAL. É nessa semana que conhecemos nossos comandantes e começamos com eles uma amizade eterna, afinal, são eles que nos ajudam em qualquer situação que precisamos, eles nos conquistam de um jeito que só eles sabem e acabam se tornando as pessoas para as quais prestamos continência não porque devemos, mas porque realmente achamos que eles merecem recebê-la.
Entrega das boinas?! Simplesmente uma solenidade inesquecível e uma das mais importantes que participamos. Neste dia, queremos que tudo seja perfeito, que o dia esteja bonito, que todos os convidados compareçam e que o nosso passo esteja na cadência correta. Pode ser que uma chuva comece a cair, mas com a ajuda dos amigos ela se torna insignificante e a formatura fica linda e com ainda mais recordações. Correndo na chuva, em direção ao ginásio, gritos para ficarmos em silêncio, todos cuidando para não sujarem as roupas e, por incrível que pareça, acertamos todos os dispositivos. Pode ser que a luz falte e o som não funcione, mas usamos a imaginação para tentarmos descobrir o que estão discursando. Bradamos o juramento como uma promessa que estamos dispostos a cumprir e cantamos o Hino Rio-Grandense com todo o amor que habita em nossos corações.
 Ao final, milhares de fotos são tiradas, e recebemos ali os melhores abraços de nossas vidas. Uma etapa já cumprida, uma dificuldade já superada, uma data para ser recordada. Nesse momento, para qualquer lado que olhávamos, víamos sorrisos e lágrimas. Sorrisos, obviamente de alegria e lágrimas, de orgulho.

“ O céu nos presenteando com chuva,
a banda começando a tocar,
as palmas já atingem nossos ouvidos,
começamos assim a marchar
e o nome Tiradentes pra sempre vamos levar...”

terça-feira, 5 de abril de 2011

Tudo...


  Nossa, tenho que contar uma coisa, curta, rápida e não deixa de ser uma boa notícia... Estou apaixonada! Por quem? Talvez por alguém em especial, mas estou aqui agora pra falar da minha paixão pela minha vida, por tudo aquilo que me cerca. Pelas melodias, pelas cores, pelos sentimentos, pelas palavras...
     Tem músicas que me inspiram e mexem com meu humor. Nessa semana, ouvi milhares de músicas que jamais imaginei existir, mas que me cativaram rapidamente. Todas elas transmitem uma única mensagem, amor. Ouvi músicas de 20 anos atrás, algumas internacionais, outras nacionais. Fiquei pensando, amor definitivamente não é um assunto recente, ele não é uma virtude apenas das músicas atuais, e acho que as melhores são realmente as antigas, porque elas o retratam de um jeito sutil, de um jeito delicado, ou melhor, de um jeito romântico.
     Elas retratam esse sentimento único como se ele fosse algo raro, não como uma jóia, porque jóias se negociam, se vendem, se compram... Mas sim como o sentimento mais querido do mundo. Com o amor, aprendemos a ter paciência e vencer a vergonha, temos que saber conquistá-lo, saber cuidá-lo. Às vezes ele faz testes e podemos até falhar, mas são essas falhas que fazem a gente se apaixonar por pessoas diferentes. Os defeitos são os responsáveis pela diferenciação de uma pessoa da outra e faz de cada um, um ser único e insubstituível. Jamais conseguiremos substituir alguém que deixou de fazer parte de nossa vida (não interessa o motivo), jamais encontraremos alguém com o mesmo olhar, com o mesmo sorriso, com as mesmas manias. Semelhanças existem evidentemente, mas não iguarias.
     Amor a vida é simplesmente deixá-la ser, não ter medo de desafios, não ter medo de se aventurar pelo mundo apenas com uma mochila nas costas. É saber curtir os momentos mais chatos e irritantes fazendo-os serem algo que vale a pena vivenciar, que vale apenas relembrar. Por que não tentar, por que não arriscar? Tudo que passamos, apenas faz com que a vida seja cada vez mais diferente e cada história que temos pra contar sobre ela, é uma experiência única que apenas nós tivemos e devemos nos orgulhar disso, pois isso significa que somos quem somos e nossa história não é igual a de ninguém.

“Para que levar a vida tão a sério se ela é uma incansável batalha da qual jamais sairemos vivos?!” Bob Marley.