segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Uma Simples Carta...

            Simple Plan, duas palavras que englobam uma história de paixão, ousadia, dedicação e divertimento. Parece que aqueles anos de espera para que o Simple Plan viesse finalmente à Porto Alegre não foram nada com relação à incrível noite que tivemos.
Eu fui uma das garotas que teve a grande oportunidade de participar da “Soundcheck Party”. Foi simplesmente a melhor sensação do mundo estar ali, à menos de dois metros das pessoas que pensei que nunca conheceria. Pude sentir que eles são realmente muito doces, educados e extremamente pacienciosos, são pessoas que se preocupam com os problemas que atingem as outras pessoas ao redor do mundo e fazem tudo que estão ao seu alcance para ajudar. Acabei descobrindo que os olhos do Sébastien são os mais lindos, o sorriso do David é o mais fofo, a educação do Jeff não tem limites, a timidez do Chuck é muito grande e o Pierre, enfim, este definitivamente é o mais misterioso. Vê-los diante de mim foi ter a certeza de que toda aquela admiração que eu tinha por seu trabalho e por eles mesmos, nunca terá fim. Além disso, tenho certeza que, estas fotos que com eles tirei, terão para sempre um espaço reservado em minhas recordações.
            Foi quando o show começou que eu realmente percebi: não, eu não estava num sonho. Se eu pudesse escolher um momento do show que eu gostaria viver novamente não foi quando David se jogou no público, nem quando eu consegui pegar uma palheta do Sébastien, mas quando Pierre disse: “Sabe, quando vocês estão tendo uma dia ruim, ou alguma coisa está acontecendo em sua vida e é um pouco difícil, eu espero que, de vez em quando, nossa música possa ajudar você a colocar um sorriso em seu rosto...”. Esta foi simplesmente a frase mais linda que eles disseram em todo o show, e, pelo menos para mim, faz total sentido, pois já houve dias em que apenas ouvindo suas tão sutis melodias que consegui sorrir.
Enquanto esperava na fila para entrar na pista, conversei com pessoas que vieram do Brasil todo ou ainda do Uruguai, apenas para assistir à este show que, segundo os próprios integrantes da banda, foi épico. Assistir aos vídeos que fiz durante essa noite, me faz derramar algumas lágrimas, ao mesmo tempo de felicidade e saudade, afinal, esta foi uma das melhores noites da minha vida. Espero realmente que, desta vez, os dias que nos separam de um próximo show do Simple Plan em Porto Alegre não sejam tão numerosos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Fatos...

     Eu pensei que cada vez que a gente sofresse alguma decepção a dor fosse ser menor, diminuindo gradativamente, como se ficássemos meio que acostumados. Mas parece que me enganei. 
     Dói muito quando lembro o motivo de minhas lágrimas. Recordo-me, então, daquela poesia de Chaplin, a qual, agora sei, é totalmente verdadeira: "Já me decepcionei com pessoas que nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém...". Pois é, creio que não há pior sensação do que esta, saber que pessoas que você tanto confiava e jamais esperava tal comportamento, agora simplesmente decidem falar de você pelas suas costas e o pior, nem se envergonham em ofender você através de redes sociais. Sinto muito se decepcionei pessoas, realmente não queria que isso tivesse acontecido, mas se aconteceu é porque tinha um bom motivo, afinal, não sou do tipo de pessoa que acorda pela manhã apenas para passar o dia fazendo as outras pessoas sofrerem. Mas também detesto quando me magoam, parece que, por alguns momentos, meu mundo desaba em frente aos meus olhos e não há nada que eu possa fazer para melhorar.
     Não sou do tipo de pessoa que guarda rancor, mas também não sou do tipo de pessoa trouxa o suficiente para voltar a ter uma relação tão forte para com pessoas que me decepcionaram.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O que é o passado?

     É tão estranho olhar para trás. De repente tudo parece-me tão diferente, meu jeito de pensar, os lugares a frequentar, os problemas com os quais tenho que lidar. Nunca imaginei, nunca mesmo, que me emocionaria ao ler o que escrevi no passado. Por mais singelas palavras, por mais estúpidas suposições. Li frases que hoje fazem sentido, mas não lembro do sentido que dei a elas meses atrás.
     Pois é, estive visitando todo aquele tempo de passagem entre a oitava série e o meu ensino médio, toda aquela nostalgia que sentia voltou agora num simples piscar de olhos. Lembrei-me de situações que eu havia deixado minha memória esquecer, lembrei-me de poesias que eu havia deixado meu coração carecer. Esqueci-me totalmente da minha percepção de mundo, inclusive, deixei os anos levar de minha mente algumas explicações para as frases que eu anotava em meu caderno. Não há melhor jeito de visitar nosso passado do que abrir nossos antigos cadernos, há tanto o que se ler naquelas capas...
     Tive, nessa tarde, a oportunidade de me lembrar da minha infância, mas quando digo infância, não me refiro que agora sou uma pessoa adulta. Não. Sou apenas uma adolescente procurando um sentido nessa vida totalmente maluca com a qual fui presenteada. Voltei aos meus sete, até mesmo oito anos. Nessa época eu passava as tardes em casa apenas na companhia de minha avó, não tinha grandes responsabilidades e muito menos preocupações, passava meu tempo assistindo à desenhos animados na TVE, vê se pode. Mas o que fez meu coração apertar hoje, foram as lembranças dos momentos em que eu e minha avó fazíamos certas artes nessas tardes tão tediosas. Nos divertíamos muito fazendo algo um tanto incomum para crianças daquela minha idade: comida. Sim, passávamos nossas horas fazendo biscoitos, bolos, pães, pudins, e tudo que é tipo de guloseima que uma criança pode gostar. Claro, escutando a estação de rádio favorita de minha avó. Isso era algo reconfortante, e que enlouquecia minha mãe, afinal, dieta era algo que não rolava quando ficava só nós duas em casa.
     Tudo isso veio a minha mente hoje à tarde quando eu e minha vó nos vimos juntas novamente em frente ao fogão cozinhando pudim para a nossa famosa Torta de Bolacha. Dessa vez com uma trilha sonora escolhida por mim.
     São dias assim que nos fazem pensar em como a vida dá voltas e que tudo nela tem retorno, é só esperar, ou melhor, não esperar, porque daí você será surpreendido assim como eu fui na tarde de hoje, e então o tempo se encarregará de fazer o resto.  

domingo, 16 de outubro de 2011

Uma única noite...

     Sabe quando você se mete em alguma coisa mas não fazia ideia que ela seria tão especial?!
     Por meados de maio, nós, debutantes, nos inscrevemos no clube Farrapos para participar do baile de debutantes 2011. Quase ninguém se conhecia, quase ninguém queria efetivamente estar ali por vontade própria. Naquela época, pensávamos: "Ah, me inscrevi, mas vai demorar muito até começarmos nossos encontros", porém não sabíamos que agosto chegaria tão cedo. 
     Logo no primeiro dia, uma se apresentou para a outra e conseguimos, de certo modo, conversar sobre assuntos em comum. Os dias foram passando, os vínculos foram ficando mais fortes. Até que podíamos chamar uma a outra de amiga. Juntas, desabafamos, choramos e resolvemos problemas. Rimos, nos divertimos, escolhemos vestidos, brigamos com nossos sapatos. Passamos por momentos totalmente únicos que só a gente entende. Nossos padrinhos não podiam deixar de fazer nossa noite ainda mais brilhante com a alegria que irradiava de seus olhos, deixando transparecer toda a felicidade ao dançarmos a terceira valsa juntos. Lembranças é o que não faltará, não só da noite, mas também de todos os dois meses de convivência. Claro que nossos pares não podem ficar fora desta relação toda, eles nos renderam boas risadas. Durante a valsa, conseguíamos (não sei como) conversar entre casais, e o melhor, sem perder o ritmo da música. Algumas meninas precisaram um pouco de ajuda de outras para encontrar um par, tiveram que deixar a vergonha de lado, o nervosismo de canto e ir convidar mesmo, sem medo da resposta, e no fim, deu tudo certo, as respostas foram correspondidas do jeitinho que nós queríamos.
     Sessão de fotos, clipes, trocas de roupa, escolha de música. Tudo aconteceu e cada vez nós ficávamos mais contentes de estarmos ali. Até que chegou o grande dia, ou melhor, grande noite. Com uma inesperada troca de horário de verão, mas tudo bem, a festa ia continuar. De repente, o começo do fim se aproximou.
       Ouvimos nosso nome, palmas começaram a soar, nossa música começou a tocar, nosso par pegou nossa mão e descemos os temidos degraus da escada. Olhamos ao redor e tudo parecia um sonho, ali estavam nossos amigos e familiares, todos sorrindo, aplaudindo, e a melhor sensação era saber que eles estavam ali por você. Pronto, agora a sociedade já podia começar a temer, afinal, não estamos aqui em vão. Valsas e mais valsas, fotos e mais fotos. Para outros, aquelas valsas eram apenas uma dança, mas para nós, elas eram uma marca. Elas ficarão em nossos corações para sempre como momentos que merecemos ter. Íamos aos encontros todas as noites, independentemente do que estava acontecendo. Semana de provas eram ignoradas, dores eram desconsideradas e problemas emocionais?! Bom, estes, a gente levava o que podia e compartilhava umas com as outras.
     A única certeza que eu tenho e posso falar que estava se passando na minha cabeça na hora é que aquilo era incrível, o resto, é indescritível. Só mesmo estando lá pra saber. É um turbilhão de emoções que eu nunca havia sentido antes, mas que eu quero muito sentir de novo, e algum dia, tenho esperança que irei.


"Tanto tempo esperando, tanto tempo se preparando, agora, pisco os olhos e parece que tudo foi tão rápido, mas ainda assim, foi tudo perfeito!"

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Apenas uma simples chuva...


   No frio, na chuva ou em qualquer lugar, guerreiros do CT não se cansam de berrar. Somos CTBM, nosso lema é devoção. Estamos sempre prontos para cumprir qualquer missão. C-T-B-M Brasil!  


      Pois é, este foi o nosso brado nesta data tão marcante, e ele não podia estar mais certo. Nós, alunos do Colégio Tiradentes, tivemos a oportunidade de desistir, podíamos simplesmente nos recusar a desfilar, mas não, a maioria optou por seguir em frente. Provamos a todos que nós não desistimos por qualquer empecilho, mostramos que nós temos garra e muito orgulho de nossa farda, que temos força de vontade e, acima de tudo, união.
      No momento em que continuamos lá, imóveis, apenas vendo a chuva passar diante de nossos olhos, mostramos que não deixaríamos nosso colégio nem nossos colegas na mão. O que muitos não sabem é que, entre nós, alunos, temos um trato, se nós entramos juntos, temos que sair juntos. Este é o espírito que nasce dentro da gente quando ingressamos neste educandário. 
      Marchar no 20 de setembro era para ser uma comemoração, porém, acredito que essa data não seria motivo de alegria como muitos demonstram. Revolução Farroupilha, na realidade, foi uma revolução com o objetivo de tornar nosso Rio Grande do Sul independente dos demais estados do país, afinal, estávamos sendo explorados. O nosso estado, na época da revolução, era uns dos mais ricos do país, e esta riqueza estava sendo roubada e levada para São Paulo, estado o qual hoje seria o mais rico deste Brasil. Então, creio eu que nós marchamos hoje sim, não para comemorar o fim desta injusta guerra, mas para mostrar que, não importa a que nós, gaúchos, somos submetidos, honramos nossa terra acima de tudo e, sob nenhuma circunstância, nos deixamos abater, afinal, povo que não tem virtude, acaba por ser escravo.
   
           Sirvam nossa façanhas de modelo a toda terra!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sentenças...

Se ao menos eu pudesse mostrar tudo que se esconde por trás de meu sorriso
Se ao menos eu fosse capaz de mostrar o que preciso
Se ao menos, de alguma forma, eu pudesse me esconder das dúvidas e me encontrar com as verdades que ao meu ver são as maiores preciosidades

E se por acaso você entendesse apenas em meu olhar o que a minha boca, por medo, cala
E se numa forma de ironia do destino nos encontrássemos daqui há alguns anos e nos lembrássemos de tudo por que juntos passamos
E se de repente eu pudesse ser tudo que você sempre sonhou
E se eu simplesmente perdesse a vontade de lutar e quisesse apenas me contentar com o que já passou

Às vezes eu queria poder fazer de minha vida uma realização
Às vezes eu queria poder fazer tudo que me desafia com paixão
Às vezes eu desejava poder voltar no tempo e fazer tudo de outro jeito
E então deixar você saber de tudo, desde a primeira vírgula que te diz respeito

De minhas palavras nada mais resta
Para expressar o que talvez nem mesmo lhe interessa
Mas deixo claro desde então que de advérbio já basta minhas incertezas
E ainda mais as friezas
Com que se acostumou meu coração