quinta-feira, 7 de junho de 2012

O que realmente importa...

       Às vezes quando eu penso que ficarei bem sozinha, me encontro surpreendentemente procurando algo no qual me segurar. Pessoas, momentos, músicas, desdobramentos, me mantêm aguentando firme. 
      De repente me encontro no meio de um feriado desejando estar, por um momento que seja, num lugar qualquer, desde que em meio aqueles que fazem meus sorrisos mais intensos. Nunca havia acreditado que a distância poderia nos falar tanto sobre as pessoas que realmente gostamos, mas sabe, ultimamente tenho acreditado nessa afirmação cegamente. A falta faz com que consigamos ver quem realmente nos importa, quem não podemos nos imaginar sem. 
       Um dia perguntaram o que era felicidade pra mim. Pensei um pouco antes de responder, mas até que cheguei à uma resposta interessante. Felicidade definitivamente não é um sentimento perpétuo, é uma sensação momentânea. Às vezes dura um segundo, às vezes dias, mas não deixa de ser efêmera. 
      Felicidade é uma pequena faísca, muito delicada por sinal, afinal se apaga facilmente e se ascende apenas com um portentoso motivo.
       

Só é possível fugir do passado quando se encontra algo melhor. - Nicholas Sparks

I guess I just found it...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Corrigindo uma prova de Português...

Estranho sentir essa brilhante bonança
Num momento em que nem ao menos esperança
Ilumina este mundo de papões
Que assusta e aflige até os mais nobres dos corações

Ventos trazem palavras
Que roubam os sons dos guizos
A chuva me traz as lembranças
Dos mais belos e sinceros sorrisos

Diferente do que um dia já foi
As nuvens não têm mais forma
Ou perdi aquele doce encanto
De criança que respeita a norma



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Noite na Galeria...


Era fim de tarde de um dia meio chuvoso e frio. Cheguei em casa e me deparei com minha mãe totalmente empolgada, perguntei o motivo e então ela me explicou que meu irmão estaria expondo seus quadros numa galeria naquela noite. Jamais havia imaginado que suas pinturas, de certa forma peculiares mas não muito vibrantes, pudessem chegar ao ponto de estar em uma exposição.
            Mesmo cansada e repleta de trabalhos a realizar, fui forçada pela minha mãe a ir na tal galeria, pois segundo ela um irmão deveria apoiar o outro. Logo na entrada, fiquei de cara amarrada, mais parecendo uma criança emburrada que não queria estar ali. Então, para me distrair, comecei a observar as pessoas que estavam ao meu redor: vi um menino com feições de interrogação, certamente não entendera o quadro que observava. Vi um casal a admirar uma linda paisagem que no fundo estava uma casinha de cor branca, na qual eu bem que queria poder morar. Até que avisto uma garota muito bem concentrada avaliando os detalhes da pintura de meu irmão.
         Cabelos e olhos negros, estatura média, usava óculos. Parecia realmente gostar do que via e, por parecer a única vivente interessada em algo naquela sala, fui conversar com ela. Sua voz possuía um tom doce, media muito bem cada palavra pronunciada. Era uma garota muito inteligente e, de certa forma, tinha um pensamento diferente das garotas da nossa idade, mas que se assemelhava ao meu. Descobri que gostava muito de ler, qualquer livro que lhe apresentassem já era motivo de embarcar em sua história. E falando em história, também era uma matéria que a deixava fascinada.
        Antes de nos despedirmos, porém, minha curiosidade estava me corroendo e tive que perguntar qual dos três quadros a sua frente, afinal, ela tanto encarava. E então ela respondeu:
- Está vendo aquele ali, com uma sala cheia de espelhos? Pois então, estava observando aquela pequena menina que está pintada no reflexo de um deles, bem ali, - apontou ela- se parece muito comigo.
Olhei para o quadro. Jamais o havia visto tão de perto. Realmente havia uma menininha. Bem miúda, de feições meigas, estava a dançar, vestida de rosa, a tão delicada bailarina.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

E numa aula de Religião...

Eu sei que a vida muda e os caminhos trocam
As pessoas às vezes ficam e às vezes vão
Porém mesmo que ninguém entenda, sem nem ao menos se importar com a razão
Ainda as deixam ir e permanecem a sós com a ilusão

Mas por que não permanecemos iguais
Contradizendo tudo que a sociedade tentar nos impor
Mostrando que podemos superar muito mais do que um simples torpor?

Percebo que o mundo gira em torno de certos ideais
Mas é de nosso consentimento seguí-los ou não como princípios fundamentais
Porém, o detalhe é que o que fizermos será indiferente
Mas o modo que executarmos permanecerá eternamente


sexta-feira, 16 de março de 2012

Antiga Benção Celta...

"Que o caminho venha ao teu encontro.
Que o vento sopre sempre às tuas costas,
e a chuva caia suave sobre o teu campo.
e até que voltemos a nos encontrar,
que Deus te sustente suavemente
na palma de Sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres,
e que sempre vivas plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te
entristeceram, e não esqueça de se lembrar das
coisas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se
revelaram falsos, mas nunca deixes de lembrar
daqueles que permaneceram fiéis.
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram, mas não deixes de lembrar das bençãos de cada dia.
Que o dia mais triste do teu futuro, não seja pior
que o mais feliz do teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti,
e que os amigos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um
anoitecer frio,
uma lua cheia em uma noite escura,
e que um caminho se abra sempre à sua porta.
Que vivas cem anos, com um ano extra para
arrepender-te.
Que o Senhor te guarde em Suas mãos,
e não aperte muito Seus dedos.
Que teus vizinhos te respeitem,
que os problemas te abandonem,
os anjos te protejam,
e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas celtas te abrace.
Que as bençãos de São Patrício te contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados,
e o teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e cada noite tenhas um muro contra o vento, um teto para a chuva, bebida junto ao fogo, risadas que consolem aqueles a quem amas, e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe,
que vejas os filhos dos teus filhos,
que o infortúnio te seja breve e que te deixe cheio de bençãos.
Que não conheças nada além da felicidade
deste dia em diante.
Que Deus te conceda muitos anos de vida.
Com certeza Ele sabe que a Terra não tem anjos suficientes.
E assim seja a cada ano, para sempre !"



sábado, 25 de fevereiro de 2012

É assim que funciona...

     O que seria da vida se não fossem os amigos? Seria uma infortuna e incrível perda de tempo. É meio que mágico o jeito que eles têm de melhorar tudo. Conseguem nos fazer sorrir por nada, transformam um dia nebuloso em um dia recordável, e afastam qualquer ideia negativa que ameaçar invadir nossa mente.
      Quando não temos nada para fazer e esse momento se torna insuportavelmente chato, nada é melhor que uma boa conversa com pessoas que têm tanto passado compartilhado conosco. Durante um dia de chuva e conversando então com um amigo, nos recordamos de um episódio que nos ocorreu várias vezes no primeiro ano do ensino médio. Eu tinha certa dificuldade de enxergar o quadro, pois ainda não usava óculos, e acabava perguntando ao meu colega ao lado o que estava escrito na lousa. Este, antes de me dizer, perguntava há outra menina. Depois que ele me respondia, eu também passava a outra colega nossa, que passava para outro menino, o qual encerrava o ciclo falando para galera do fundão o que estava escrito. Ri muito ao saber da história toda, e também o fizeram todos meus amigos quando descobrimos, porque nenhum sabia da quantidade de gente que estava envolvida nisso tudo. E o mais legal é que esse sistema, por mais maluco que fosse, funcionou durante o ano inteiro, era praticamente um telefone-sem-fio que ninguém sabia que participava.
     E é assim que mostramos como nossas vidas são conectadas de um modo interessante. Ouvi dizer que há várias linhas entre nós e nossos conhecidos em geral. Porém, são linhas que jamais se rompem, apenas se completam e aumentam cada vez mais durante nossa cavalgada em busca de nossos mais secretos e discretos sonhos. 







    

sábado, 28 de janeiro de 2012

Today was a Fairy Tale...


Sabe, creio que em cada viagem, nós fazemos descobertas, seja sobre nós mesmos, seja sobre as pessoas que nos acompanharam.
            Descobrimos novas manias, nos encantamos com algumas ações. Numa viagem, temos a oportunidade de conhecer melhor e o pior de cada pessoa, o que por vezes pode ser chato e revoltante e por vezes engraçado e interessante.
            Às vezes conhecemos pessoas diferentes. Com algumas, simpatizamos de primeira, com outras, nem de segunda nem de terceira. Engolimos alguns sapos, mas também dizemos bobagens a beça. O melhor de estar em outro país é que não interessa o que você faça ou quanta vergonha você passe, você é estrangeiro, sempre terá aquela manha do:  “Ah, me desculpe, não sou daqui...”. Isso é fato.
            Voltar para casa, acaba se tornando algo estranho porque sabemos que quinze dias passamos longe daqui, mas isso não parece real. E daí, quando vamos ver as fotos e provar a nós mesmos que foi, ao olhar para elas parece que tudo aquilo aconteceu há muito tempo. É sinistro!
            Às vezes eu queria poder voltar e viver tudo de novo como se fosse a primeira vez. Ser surpreendida como se nunca tivesse sido antes, dizer novamente o que já havia dito, rir, tirar fotos, enfim, ter a mesma sensação duas vezes.
            Porém, eu me pergunto por que isso nunca ocorre, e eu cheguei a uma conclusão: porque é simplesmente impossível! Não importa o quão feliz você esteja, ou o quão cabisbaixo você se sinta, nunca acontecerá de novo. A vida é muito curta para repetirmos a mesma experiência. Além disso, os sentimentos crescem junto conosco, então estão sempre mudando também. Cada vez será diferente. Nós temos que experimentar toda e qualquer sensação que nosso cérebro quiser nos mostrar.
            É incrível como isso funciona. Nosso cérebro pode nos fazer sentir tri felizes em um momento e do nada a gente acha que a vida é uma droga. Ele parece até mesmo o Mestre dos Magos de vez em quando, mas acho que não é por mal, ele só quer nos deixar escolher nossos próprios caminhos.

         Tudo isso é muito estranho e difícil de acreditar, mas pelo menos é um momento mágico, que vale a pena.