Cada segundo de momentos inéditos
Uma palavra ao som de um sorriso
Cada prateleira coberta de semelhança
Todo sentimento se transforma no paraíso
Gosto de lembrar do defeito de cada momento
Aquela bizarrice que o tornou perfeito
Tanta luz dali se via
Quem dera vivesse, assim, todo dia
Acreditar na felicidade crescente
Que se esbalda na alma antes mesmo do poente
Laços fraternos que nascem de olhares
E como se não quisessem nada
Conseguem, enfim, encontrar sua morada
É incrível pensar que, neste exato momento, somos o mais velho que poderíamos ser, mas, ao mesmo tempo, nunca mais seremos tão jovens quanto éramos neste mesmo momento...
quarta-feira, 13 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
E continuam querendo...
Vivia falando de falsos amores
Criticando talentosos cantores
O que sonhei hoje
Se desfaz mais a tardinha
Quisera eu poder usar da magia
A meu favor na inquietante correria
Passos largos damos buscando credibilidade
E é difícil se conformar com a sociedade
Enxergo apenas a luz da noite
E olha que não é tão simples viver
Numa época em que só querem te fazer esquecer
Criticando talentosos cantores
O que sonhei hoje
Se desfaz mais a tardinha
Quisera eu poder usar da magia
A meu favor na inquietante correria
Passos largos damos buscando credibilidade
E é difícil se conformar com a sociedade
Enxergo apenas a luz da noite
E olha que não é tão simples viver
Numa época em que só querem te fazer esquecer
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
O que pode ser chamado de fim...
É estranho pensar que dedicamos tantos anos de nossa história entre as paredes de algumas instituições, mas que escolhemos apenas uma para nos acolher no tão esperado ano.
Pensando em todas as possibilidades de por que geralmente o terceiro ano é o mais lembrado por todos, só consegui chegar a uma conclusão. É durante as últimas férias escolas, mais precisamente nos últimos dois dias da mesma, que cada indivíduo por si só percebe a importância dos meses que estão por vim. 1º: Passar de ano, lógico. 2º: Ter a capacidade de escolher um curso para prestar no vestibular. 3º: Estudar para esse exame submetido a todos que pretendem fazer um curso superior. 4º: Psicologicamente, seria nossa última oportunidade de aproveitar a juventude sem maiores preocupações da vida adulta, mesmo que muitos não tenham 18 anos e mesmo que alguns já tenham. Como 5º aspecto importante? Em que outro universo poderemos ver todas as manhãs os sorrisos que faziam o 'levantar da cama tão cedo' valer a pena?
Parece que quando as aulas começam, diga-se do ano mais incrível de nossas vidas, nós, alunos, sentimos uma necessidade extrema de suprir cada segundo não aproveitado no passado. Cada segundo gasto numa reclamação ou numa discussão que até hoje nem ao menos lembramos do motivo de ter ocorrido. Em breve os cadernos serão história e a farda eternizada nas fotos. A plaqueta e a boina serão conservadas e aqueles que nunca gostaram da escola, talvez comecem a pensar no que foi bom o suficiente para ser guardado.
Dificilmente o sentimento que reside nessa história se repetirá, mas não há nada melhor que ter feito parte de tantas vidas e saber que continuará fazendo nem seja por apenas um tempo, é só se permitir. Aliás, sem querer assustar, o início do fim se aproxima.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
De volta ao que parece um passado antigo...
Às vezes, numa viagem, você acorda com uma vontade tremenda de voltar para casa. Surge uma imensa saudade de ganhar aquele abraço apertado, de frequentar aquele quarto familiar e de sentir um cheiro conhecido. O mais estranho de tudo é perceber que quando deitamos a cabeça no travesseiro à noite, toda essa melancolia passou.
Passar 26 dias inteiros com pessoas que antes dos mesmos eram apenas desconhecidas pode ser surpreendente. Durante o tempo em que passamos juntas, de certa forma aprendemos outro sotaque e aprendemos a não julgar alguém por nada. É como se passássemos a conhecer 15 anos de uma história complexa e, ao mesmo tempo, começássemos a fazer parte dela.
Já no primeiro dia de convivência nós nos permitimos ter paciência e coragem de nos deixar gostar. Percebemos que chegar alguns minutos atrasados, em Londres, é perder a melhor peça de teatro num palco tão simples, é não comer as batatas fritas no final do almoço e não poder tomar um banho quente ao voltar para casa. Nós percebemos que algumas manias de certas pessoas nos irritam profundamente, mas que a gente tem que se acostumar, assim como a pessoa o fará com os nossos vícios que talvez possam a tirar do sério.
Foram durante os 26 dias que criamos um laço diferente. Primeiramente pensamos que teríamos que fazer uma amizade forçada pela convivência incentivada na viagem, todavia começamos de uma forma única: jogando poker no chão de um aeroporto movimentado e, daquela roda em que estávamos, já saímos com apelidos e planos de nos vermos num futuro quando de volta ao Brasil. Foi uma afinidade muito rápida que criamos, eu diria, mas que nunca deu tão certo.
De tudo, o que eu penso é que nós tivemos uma oportunidade única de vivermos muitos anos e visitarmos muitos séculos em apenas alguns dias. Foi incrível, divertido, mágico ou qualquer outra palavra superior que você queira usar para descrever um momento que, de alguma forma, você sabe que fará muita, mas muita falta. E digo mais: FOI legal!
Passar 26 dias inteiros com pessoas que antes dos mesmos eram apenas desconhecidas pode ser surpreendente. Durante o tempo em que passamos juntas, de certa forma aprendemos outro sotaque e aprendemos a não julgar alguém por nada. É como se passássemos a conhecer 15 anos de uma história complexa e, ao mesmo tempo, começássemos a fazer parte dela.
Já no primeiro dia de convivência nós nos permitimos ter paciência e coragem de nos deixar gostar. Percebemos que chegar alguns minutos atrasados, em Londres, é perder a melhor peça de teatro num palco tão simples, é não comer as batatas fritas no final do almoço e não poder tomar um banho quente ao voltar para casa. Nós percebemos que algumas manias de certas pessoas nos irritam profundamente, mas que a gente tem que se acostumar, assim como a pessoa o fará com os nossos vícios que talvez possam a tirar do sério.
Foram durante os 26 dias que criamos um laço diferente. Primeiramente pensamos que teríamos que fazer uma amizade forçada pela convivência incentivada na viagem, todavia começamos de uma forma única: jogando poker no chão de um aeroporto movimentado e, daquela roda em que estávamos, já saímos com apelidos e planos de nos vermos num futuro quando de volta ao Brasil. Foi uma afinidade muito rápida que criamos, eu diria, mas que nunca deu tão certo.
De tudo, o que eu penso é que nós tivemos uma oportunidade única de vivermos muitos anos e visitarmos muitos séculos em apenas alguns dias. Foi incrível, divertido, mágico ou qualquer outra palavra superior que você queira usar para descrever um momento que, de alguma forma, você sabe que fará muita, mas muita falta. E digo mais: FOI legal!
sábado, 19 de janeiro de 2013
Novo ponto de vista...
Viajar, ficar longe, bater a saudade. Três
sensações que se completam e o melhor de tudo é saber que sim, você irá
sentir falta.
Dando início ao pensamento de uma avaliação
sobre pelo que tem passado, você percebe que olhar para aquele
quadro que pintou quando ainda era criança não é mais tão empolgante, as fotos já amarelaram na estante e
o revestimento do baú, que costumava ser histórias em quadrinhos, hoje está
impregnado na sua mente de tão repetido. Você decide abrir a janela do seu
quarto que fica no segundo andar da parte de trás da casa. Entra um vento com o
mesmo cheiro de folhagem de sempre, afinal, seu vizinho dos fundos tem mania de
cortar a grama todos os sábados. O sol entra quente iluminando sua escrivaninha
e a vizinha da diagonal novamente estende as roupas em sua sacada. São dez da
manhã e em quinze segundos você ouvirá aquele som de serra da obra que está
ocorrendo no vizinho da esquerda... E... Pronto, aí está o barulho!
Descendo as escadas, cumprimenta sua família,
passa a mão nas orelhas da cadelinha de estimação. A gata já mia alto,
estranhamente pedindo colo, mas você ignora porque está usando seu pijama
favorito, para quê enchê-lo de pelos, não é!? Na cozinha, um café com leite e
talvez um pão feito em casa pela avó... Quer dizer, não que você esteja
reclamando de ter pão, você levantou por causa do cheiro que alcançou seu
quarto enquanto ele assava no forno à gás, não foi? Mas é claro que sim.
Você deixa, então, passar uma hora. Ouve a
água chiar no fogão e antes que ferva, desliga. Hora do chimarrão. O irmão
chato desce do quarto, mexe desesperadamente no seu cabelo somente pela emoção
de bagunçá-lo e te deixar irritada. Momento de desligar a televisão da sala de
estar, ir para a varanda e esperar todos da casa chegarem para dar uma
conversada sobre qualquer assunto que surgir. A cadelinha parece querer a
atenção toda e não sai do meio da roda feita com as cadeiras de praia, mesmo
com a garrafa térmica lá, exatamente no centro. Alguns litros de água depois, a
que estava dentro da garrafa térmica acaba e, reza a lenda que quem tiver o
privilégio de tomar o último chimarrão servido pelo contingente da garrafa
ganhará um presente. Digamos que até hoje ainda estou esperando os dois que eu
mereço.
Depois do almoço, hora de ler um
livro viciante ou um filme talvez irritante. Conversar com quem quer que seja
pela internet ou ver vídeos a tarde inteira deitada em sua cama com a janela
totalmente aberta, pois é verão e um vento não cairia muito mal no momento. Quando a noite chega, infortunadamente você esqueceu a janela aberta. Então na hora de dormir você passa
repelente porque os mosquitos parecem ter dominado seu quarto e você tem pavor
ao cheiro do veneno que o resto da família usa. Sim, desculpa acabar com a sua
ilusão, mas as propagandas mentem, o veneno tem cheiro.
Caro leitor, se você chegou até aqui na leitura deste texto deve ser muito corajoso, só pode. Mas onde quero chegar com tudo isso? Que, bom, hoje não é um sábado normal como esse recém descrito. Dentro de algumas horas meu avião para São Paulo decolará do Aeroporto Internacional Salgado Filho e daqui há longas horas, de Guarulhos para Londres.
Quinze anos, e quem diria que a guria que desde seus quatro anos estava determinada a fazer um intercâmbio no lugar de dar uma festa estaria realmente realizando seu primeiro sonho de menina. Nunca deixei de acreditar, mas ainda assim é simplesmente inexplicável. Quando disse lá no início do texto que o melhor de tudo isso é saber que eu vou sentir falta é porque, nesses quinze anos de história, eu cativei mais do que imaginei que o faria. É como se eu tivesse construído um lar, com alicerces bem firmes e, não importa para onde eu vá, carregá-los-ei dentro de mim. Já dizia Mário Quintana que viajar é mudar a roupa da alma, eu concordo e ainda acredito que é a melhor forma de mudá-la. A viagem em si pode ser um dos momentos mais intensos de nossas vidas e nada melhor do que saber e ter a plena consciência de que temos não simplesmente um lugar no mundo para retornar, mas alguém pelo qual vale a pena voltar.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Restará...
Quando você sente falte de algo que não queria
Quando você percebe que deve deixar para trás o que foi sua realidade um dia
Quando você lembra daquele momento um tanto ignorado
E quando você percebe que ele foi o mais feliz,
Sem precisar ser verdadeiramente moldado
O tempo castiga e não deixa você voltar
Pense nisso e nunca mais talvez irá menosprezar
O mais simples sorriso se torna
A mais amada lembrança na sua história
Que busca as falhas que cometeu
Sem lembrar das pessoas que assim conheceu
Ah, não, em minhas cicatrizes restará
Todas aquelas marcas dos risos sinceros
E, sim, você ouvirá
A rouquidão de uma voz que soará como bem deveria
Depois de tantas palavras profanadas
Na mais inocente rebeldia
Quando você percebe que deve deixar para trás o que foi sua realidade um dia
Quando você lembra daquele momento um tanto ignorado
E quando você percebe que ele foi o mais feliz,
Sem precisar ser verdadeiramente moldado
O tempo castiga e não deixa você voltar
Pense nisso e nunca mais talvez irá menosprezar
O mais simples sorriso se torna
A mais amada lembrança na sua história
Que busca as falhas que cometeu
Sem lembrar das pessoas que assim conheceu
Ah, não, em minhas cicatrizes restará
Todas aquelas marcas dos risos sinceros
E, sim, você ouvirá
A rouquidão de uma voz que soará como bem deveria
Depois de tantas palavras profanadas
Na mais inocente rebeldia
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Quem sabe...
Pensando em como os caminhos decidiram se apresentar em minha vida, me deparo com um pensamento sobre uma palavrinha intrigante: mudança. Lembro que quando eu tinha por volta dos meus 5 anos de idade eu tinha certo medo dela. Era como sair daquela minha zona de conforto, a qual é conhecidamente necessária para qualquer sentimento de plena felicidade. Eis que aqui estou, décadas depois, ainda apreensiva. A mudança ainda faz meus nervos vibrarem, minhas mãos tremerem e minha voz falhar um pouco. E sabe o que eu acho mais estranho sobre tudo isso? Eu gosto dela na mesma intensidade que não o faço. A mudança me afasta de qualquer sensação de monotonia do cotidiano, o que é ótimo, mas ela também tem o poder de afastar aquilo que eu queria ter sempre por perto.
Coloco um instrumental para tocar e tento então me apaixonar por algo talvez inexistente: a capacidade do ser humano de cuidar tão somente de seus próprios afazeres. Creio essa ser a grande mudança que ocorre em nossas vidas entre a passagem de criança birrenta para nos tornarmos o adulto modorrento. Chego então no patamar de plena concordância com Thomas Hobbes e Rosseau. Quando crianças, geralmente não nos importamos com que os outros irão dizer e mente aquele que fala sentir-se assim também na adolescência. A sociedade pode ser cruel, é um paraíso do qual ninguém está fadado a sair ileso.
Pergunto-me, então, neste silêncio do breu lá fora: Sentimentos são assim complicados ou é a pressão vinda de fora que os arrepiam fervorosamente?
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